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Skin in the game vale para o ESG?

17/6/2022

Skin in the game vale para o ESG?

Se você ainda não ouviu essa frase, ela é muito difundida no mercado financeiro, seria algo como: participar daquilo que você recomenda ou colocar sua pele em jogo.

No mundo corporativo, sabemos que um assunto só será priorizado quando gerar algum impacto financeiro, não é verdade? Então me pergunto, até que ponto as ações relacionadas a ESG estão realmente sendo priorizadas e as metas são reais?

Recentemente a PwC lançou um estudo sobre como a questão ESG vem sendo abordada do ponto de vista tributário pelas empresas, inclusive com orientações para quem deseja iniciar essa jornada, e as colocações me fizeram refletir ainda mais sobre o tema.

Ao mesmo tempo em que vemos algumas empresas brasileiras incluindo indicadores ESG em suas estratégias e os relacionando a resultados para seus executivos, ainda não temos muitas aderindo aos Sustainability-linked Bonds por exemplo.

Os SLBs são uma categoria recente e que vem ganhando tração no mercado, através desses títulos de dívidas, uma empresa pode se comprometer com metas sociais e ambientais e caso falhe em atingi-las, sofre uma penalidade, pagando mais juros e encarecendo o custo do crédito. Já o contrário favorece a empresa que tem a taxa reduzida e um custo menor pelo capital.

É aqui que eu considero o ponto mais crítico para refletirmos, pois quando confiamos naquilo que estamos fazendo e temos um discurso alinhado a ações práticas, porque não atrelar essas metas e indicadores para ter acesso a um capital mais barato?

Cada vez existem mais tipos de incentivos fiscais para as empresas potencializarem suas iniciativas e ações sustentáveis, mas poucas ainda fazem essa conexão e aproveitam as oportunidades para não só aumentarem seu impacto positivo, mas também fortalecerem seus negócios.

Acredito muito nesse caminho para fortalecermos o ESG no nosso país! E vocês? Vamos continuar essa discussão aqui nos comentários?

Samuel Siqueira